Primeiro vídeo da nova série "Como Funciona o Mundo" abordando a relação entre a digitalização da moeda e o implemento do controle social num nível mais profundo.
O Brasil é um país que possui uma população que adere facilmente às novas tecnologias. Em Novembro de 2020 foi lançado o PIX, uma tecnologia de transferência e pagamento bancário sem um processo burocrático que facilita amplamente a movimentação financeira de uma forma mais ágil e rápida, utilizando, na maior parte das vezes, o uso de um QR-Code. Menos de um mês após o seu lançamento, a tecnologia se tornou o principal meio de transferência comercial e pessoal de valores.
Pouco antes, com o advento da Pandemia, milhões de pessoas que não possuíam até então uma conta bancária passaram a ter uma na Caixa Econômica Federal para poderem receber e movimentar a ajuda financeira governamental, popularmente conhecida como Coronavoucher.
Hoje em dia, menos de dois anos após o surgimento do PIX, a maioria da população Brasileira não sabe utilizar os métodos tradicionais de transferência monetária de um banco, utilizando apenas a ferramenta do PIX.
Alguns meses após o lançamento do PIX foi aprovada pelo Senado a Lei Complementar 179 em Fevereiro de 2021, assegurando uma total autonomia do Banco Central do Brasil, que mesmo permanecendo como uma autarquia federal, passou a ter uma gestão presidencial livre e separada da Presidência do país, além de outras flexibilidades que possibilitam a instituição à adotar políticas próprias sem a intervenção da pasta ministerial da economia.
Esse era o passo que faltava para que o Banco Central pudesse participar efetivamente da nova sistemática mundial na qual os demais Bancow Centrais independentes estão inseridos. Nessa sistemática financeira a principal política adotada é a implementação da moeda digital. Logo após o Banco Central do Brasil retirar as suas amarras com o poder público, lançou em meados de 2021 o programa de digitalização do Real.
O plano era lançar o Real Digital em 2024, mas o atual Presidente do Banco Central decidiu implementar esse plano já em Agosto de 2022. Com isso, a nossa Central Bank Digital Currency, ou CBDC, mais conhecida como moeda digital, passa a vigorar, primeiramente, como único meio transacional entre as instituições financeiras do país para, já em 2023, começar a se tornar algo comum nas transações financeiras da população.
Juntando a ampliação da renda mínima distribuída pelo Governo Federal, lançada durante a Pandemia e transformada em Lei Constitucional, à facilidade com que a população se acostumou ao uso do PIX em suas transações monetárias, o implemento do Real Digital cria automaticamente a esteira que trará o Crédito Social ao Brasil.
Nesse vídeo é mostrado o funcionamento dessa ferramenta de "gameficação" do dinheiro e as consequências sociais, às margens das dores de cabeça que o Governo poderia ter se o rígido controle social fosse implementado através das ferramentas tradicionais autoritárias.
Com a aceitação popular do Real Digital atrelada ao populismo governamental e às medidas de distribuição social da renda populacional, temos o cenário perfeito para o sucesso do Crédito Social como ferramenta de autogestão do controle social.
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https://www.youtube.com/watch?v=XdVQQXFXmv8